terça-feira, 29 de dezembro de 2009

UMA IGREJA SEM MARCAS NA CIDADE


             A igreja não pode fugir da sua responsabilidade social. Não é possível praticar uma teologia avestruz. A hora é levantar os olhos e ver o mundo com os olhos de Jesus, que ao ver as multidões, o seu coração se compadecia pelos necessitados. As cidades precisam ver as marcas da implantação do Reino de Deus.  Jesus enviou os seus discípulos para as “cidades” e nesse ato podem ser vistas essas marcas que podem ser apresentadas brevemente à luz do texto de Lucas:10:1-12. Veja essas marcas:
1. Ampla: o texto afirma que a “seara é grande”. Não há como esconder a realidade da cidade. As pessoas precisam não somente da teoria, mas da prática cristã. É o momento de quebrar preconceitos para agir em favor dos pobres, necessitados, doentes, viúvas, órfãos, etc. As políticas publicas não conseguem aliviar as dores dos necessitados. A igreja tem dentro da sua comunidade e fora dela  que praticar a ação  prática de Jesus
2.Simples: A recomendação de Jesus no versículo 4 é, que os enviados não levassem  “dinheiro”, “nem roupa de reserva”. O ministério da implantação do Reino não precisa de grande formação ou informação. O básico é simplesmente “Ide”. Ajudar pessoas, auxiliar os necessitados não precisa de treinamento mas de obediência.
3. Urgente: Quando Jesus orienta aos seus ainda no versículo 4, ele recomenda que, “a ninguém  saudeis pelo caminho”. A razão da orientação esta relacionada ao tempo que esta saudação ia tomar, especialmente no contexto oriental. Não há tempo a perder. É urgente realizar a ação em favor da implantação do Reino de Deus
4.Terapêutica: Aqui aponta o ato de servir, de auxiliar, de fazer algo em beneficio do outro. A ordens são:  “declare a paz”, “curai enfermos”, e “anuncie o Reino de Deus que está próximo”. Benção da paz, cura de doentes e pregação do rei, são maneiras de assistir as pessoas. Tanto a primeira e ultima orientação é feita oralmente, mas não há uma estratégia para  curar enfermos. Mas que devem ser curados. Essa é a ordem
5. Oposição: Nem todos desejam ver o Reino de Deus ser implantado. Paulo ao libertar a pitonisa em Filipos foi perseguido porque os senhores viram o seu lucro ir embora. Isso já havia acontecido com Jesus, quando libertou o endemoninhado e os demônios entraram nos porcos. Como estes caíram no abismo, os donos dos porcos pediram para Jesus sair da cidade, pois estavam perdendo o seu dinheiro. Quando o Reino de Deus é implantado há oposição de aqueles que usam o poder seja do dinheiro, da religião, do social em beneficio próprio e não se importam com a qualidade de vida do seu próximo.
            Estas marcas precisam ser levadas para dentro das cidades a partir dos lares cristãos, das empresas, dos negócios. Não se pode esconder a luz. Não se deve esconder o sal de terra. É hora de agir.

4 comentários:

  1. Uma excelente abordagem para dinamizar a atuação igreja. Alias, o título, ao meu sentir, cairia bem tambem como: Um cristão sem marcas na cidade. Tem muitos evangelicos ociosos na(s) cidade(s). JValdes IBJanelas do Ceu.

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  2. Nesse fim de tempo,o amor está com sua temperatura em queda.A "igreja" ensi-mesmou-se,vivi pra si mesma,até mesmo quando pensa em evagelismo o faz para tornar-se grande,pautada numa ética econôimica neo-liberal quer acumular,não dividir.Parabéns pela coragem e fé,de que algo novo possa ainda acontecer nesse seguimento religioso chamado evangélico.
    Bração.Em Jesus,que amou e se deu pelos excluídos e foi crucificado pelo poder religioso-político de sua época!
    Alessandro Marques

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  3. Aaté o momento nada de novo, a pregação continua efêmera e vazia, o que o amigo tem dito eu tenho ouvido, ouvido, ouvido de outros pensadores, talvez o mal deste séculos são as posições duais, ou se fica observando ou see comentando.
    abcs
    layr cruz - sao paulo
    ftbsp

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  4. Excelente abordagem.

    Parabéns pelo texto deejo que na prática as lâmpadas possam servir para iluminar as vidas - iluminar as cabeças , abrir as caxolas , tirar as viseiras e perceber as necessidades do outro e ter coragem para por a mão na massa.

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